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Método eficiente

São dicas que podem facilitar nos seus estudos.

10 Dicas Básicas para a Aprovação

Manual que ensina através de um método prático e fácil, como se preparar melhor para uma prova de concurso público.

domingo, 10 de novembro de 2013

Lei nº 8112 em áudio - 6ª parte

 Boa noite a todos que me acompanham neste blog. 

A matéria de hoje será continuação do post Lei nº 8112 em áudio - 5ª parte.


Vamos começar?

Irei dividir a lei nº 8112 em artigos de 208 ao 230, clique aqui

Do artigo 231 ao artigo 253, clique aqui


Bons estudos!

Basicão para Assistente em Administração - 1ª parte

Bom dia a todos que me acompanham através do meu blog.

Começarei hoje postando o basicão para aqueles que irão prestar concurso para o cargo de Assistente em Administração. Espero que todos possam acompanhar, pois estou dividindo o conteúdo em partes.

Lembrete: Não deixe de conferir neste blog a matéria de Português, pois é fundamental em um concurso.

Irei iniciar este post com o tema Noções de Administração Pública no qual irei disponibilizar materiais para estudo de acordo com o seguinte conteúdo:

- Atividade administrativa: conceitos de administração, princípios básicos da administração;
- Contratos administrativos e licitação;
- Serviços públicos: considerações gerais e autarquias.

Vamos começar?

Conceitos de administração

Administração é o ato de administrar ou gerenciar negócios,  pessoas ou recursos, com o objetivo de alcançar metas definidas. É uma palavra com origem no latim “administratione”, que significa “direção, gerência”.

A administração é um ramo das ciências humanas que se caracteriza pela aplicação prática de um conjunto de princípios, normas e funções dentro das organizações. É praticada especialmente nas empresas, sejam elas públicas, privadas, mistas ou outras.

Em uma empresa, o ato de administrar significa planejar, organizar, coordenar e controlar tarefas visando alcançar produtividade, bem-estar dos trabalhadores e lucratividade, além de outros objetivos definidos pela organização.


O conceito de administração representa uma governabilidade, gestão de uma empresa ou organização de forma que as atividades sejam administradas com planejamento, organização, direção, e controle. Montana e Charnov em 2003 asseveraram que o ato de administrar é trabalhar com e por intermédio de outras pessoas na busca de realizar objetivos da organização bem como de seus membros.

O ramo da administração tem as seguintes características:
- Circuito de atividades interligadas;
- Busca a obtenção de resultados;
- Proporcionar a utilização dos recursos físicos e materiais disponíveis;
- Envolve atividades de planejamento, organização, direção e controle.

O planejamento consiste em traçar metas, assim identificando forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Interpretam-se dados, analisam-se recursos. O planejamento ocorre com base em muito estudo, muita pesquisa, antes da implantação de qualquer coisa, ele pode durar meses ou até anos.

Organizar significa preparar processos a fim de obter os resultados planejados. Já a Direção, neste procedimento decisões são necessárias, para que os objetivos relacionados no planejamento continuem alinhados. Para o Controle, todo o processo de planejar, organizar e direcionar. Liderar e discernir se o resultado foi o almejado. Assim é possível recomeçar um novo ciclo com mais planejamento e suas etapas subsequentes.

Para administrar é necessário ter habilidades, estas são divididas em três grupos: 
-Habilidades Técnicas: necessitam de conhecimento especializado e procedimentos específicos e pode ser obtida através de instrução. 
- Habilidades Humanas: envolvem também aptidão, pois interage com as pessoas e suas atitudes, exige compreensão para liderar com eficiência. 
- Habilidades Conceituais: englobam um conhecimento geral das organizações, o gestor precisa conhecer cada setor, como ele trabalha e para que ele existe.

O nível estratégico é representado pelos gestores e o nível tático, representado pelos gerentes. Eles são importantes para manter tudo sob controle. 

O gerente tem uma visão global, ele coordena, define, formula, estabelece uma autoridade de forma construtiva, competente, enérgica e única. Os gerentes são responsáveis pelo elo entre o nível operacional, onde os colaboradores desenvolvem os produtos e serviços da organização.

As Organizações formais possuem uma estrutura hierárquica com suas regras e seus padrões. Os Organogramas com sua estrutura bem dimensionada podem facilitar a autonomia interna, agilizando o processo de desenvolvimento de produtos e serviços. O mundo empresarial cada vez mais competitivo e os clientes a cada dia mais exigentes levam as organizações a pensar na sua estrutura, para se adequar ao que o mercado procura. Com os órgãos bem dispostos nessa representação gráfica, fica mais bem objetivada a hierarquia bem como o entrosamento entre os cargos.

As organizações fazem uso do organograma que melhor representa a realidade da empresa, vale lembrar que o modelo piramidal ficou obsoleto, hoje o que vale é a contribuição, são muitas pessoas empenhadas no desenvolvimento da empresa, todos contribuem com ideias na tomada de decisão.

Com vistas às diversidades de informações, é preciso estar atento para sua relevância, nas organizações as informações são importantes, mesmo em tomada de decisões. É necessário avaliar a qualidade da informação e saber aplicar em momentos oportunos.

Para o desenvolvimento de sistemas de informação, há que se definir qual informação e como ela vai ser mantida no sistema, deve haver um estudo no organograma da empresa verificando assim quais os dados e quais os campos vão ser necessários para essa implantação.

Para as organizações as pessoas são as mais importantes, por isso tantos estudos a fim de sanar interrogações a respeito da complexidade do ser humano. O comportamento das pessoas nas organizações afetam diretamente na imagem, no sucesso ou insucesso da mesma, o comportamento dos colaboradores refletem seu desempenho. Há uma necessidade das pessoas de ter incentivos para que o trabalho flua, a motivação é intrínseca, mas os estímulos são imprescindíveis para que a motivação pelo trabalho continue gerando resultados para a empresa.

Os líderes são importantes no processo de sobrevivência no mercado, eles tem condição de exercer, função, tarefa ou responsabilidade quando é responsável pelo grupo. Um líder precisa ser motivado, competente, conseguir conquistar e conhecer as pessoas, ter habilidades e intercalar objetivos pessoais e organizacionais.

No processo de centralização a tomada de decisões é unilateral, deixando os colaboradores travados, sem poder de opinião. Já no processo de descentralização existe maior estímulo por parte dos funcionários, podendo opinar eles se sentem parte ativa da empresa.

Existem benefícios assegurados por leis e benefícios espontâneos. Um bom plano de benefícios motivam os colaboradores. O funcionário hoje com todo seu conhecimento adquirido na empresa tem sido tratado como ativo não mais como recurso. Dar estímulos como os benefícios contribuem para a permanência do funcionário na organização. São inúmeras vantagens tanto para o empregado quanto para o empregador. Reduzindo insatisfações e aumentando a produção, gerando assim resultados satisfatórios.

As organizações estão agrupadas em: governamentais, privadas com fins de lucro e privadas sem fins lucrativos. 

As organizações governamentais têm o objetivo de atender as necessidades públicas e de gerir o funcionamento do Estado. Como necessidades e prioridades são definidas a partir do jogo político de forças da sociedade, podemos dizer que os princípios clássicos que regem a administração pública – impessoalidade, hierarquia, regras estabelecidas etc.– apresentam-se de forma distinta em cada ambiente cultural tratado.

As empresas privadas são caracterizadas por atender as necessidades de grupos de consumidores, estando inseridas num contexto maior ou menor de competição em mercados. Isto faz com que tenham que estar organizadas a partir da ideia de conquistar um lugar no mercado em meio a outras empresas que oferecem produtos ou serviços, de certa forma, semelhantes. Quanto maior a competitividade do setor, mais precisam estabelecer estratégias de diferenciação perante os consumidores, responder às iniciativas da concorrência e antecipar-se, captando tendências de futuro.

As organizações sem fins lucrativos atuam no âmbito da sociedade civil, onde o aspecto político tem papel de destaque. São pautadas por interesses que podem variar desde um conjunto de membros (um sindicato, por exemplo) até propostas mais amplas de transformação social (o caso das ongs), passando pelas propostas de assistência aos carentes (entidades beneficentes). Sua atuação diz respeito a atingir fins públicos, a partir da utilização de recursos privados e públicos. O ambiente cultural irá condicionar seus objetivos e as estratégias para realizá-los.

Até o próximo post.
Bons estudos!

Basicão para Auxiliar em Administração - 1ª parte

Bom dia a todos que me acompanham através do meu blog.

Começarei hoje postando o basicão para aqueles que irão prestar concurso para o cargo de Auxiliar em Administração. Espero que todos possam acompanhar, pois estou dividindo o conteúdo em partes.

Lembrete: Não deixe de conferir neste blog a matéria de Português, pois é fundamental em um concurso.

Irei iniciar este post com o tema Segurança do Trabalho no qual irei disponibilizar materiais para estudo de acordo com o seguinte conteúdo:

1. Introdução à Segurança e à Saúde do Trabalhador.
2. Legislação e Segurança à Saúde do Trabalhador.
3. Órgãos e Instituições Relacionados à Segurança e à Saúde do Trabalhador.
4. Acidente do Trabalho.
5. Códigos e Símbolos Específicos de Saúde e Segurança do Trabalho.
6. Fundamentos de Segurança e Higiene do Trabalho.
7. Noções de Ergonomia.
8. Primeiros Socorros.
9. Agentes e Riscos Físicos, Químicos e Biológicos.
10. Proteção Contra Incêndio.
11. Equipamento de Proteção Individual e Coletiva.
12. Insalubridade e Periculosidade.
13. Saneamento do Meio.

Vamos começar?

Introdução à Segurança e à Saúde do Trabalhador

A Segurança do Trabalho é definida por normas e leis. No Brasil, a Legislação de Segurança do Trabalho compõe-se de Normas Regulamentadoras, leis complementares, como portarias e decretos e também as convenções Internacionais da Organização Internacional do Trabalho, ratificadas pelo Brasil.

O termo "Segurança do trabalho" significa os conjuntos de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador.

O quadro de Segurança do Trabalho de uma empresa compõe-se de uma equipe multidisciplinar composta por Técnico de Segurança do Trabalho, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Médico do Trabalho e Enfermeiro do Trabalho. Estes profissionais formam o que chamamos de SESMT - Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. Também os empregados da empresa constituem a CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, que tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.

Toda empresa precisa constituir de uma equipe de Segurança do Trabalho, porque é exigido por lei. Por outro lado, a Segurança do Trabalho faz com que a empresa se organize, aumentando a produtividade e a qualidade dos produtos, melhorando as relações humanas no trabalho.


A empresa que deseja melhorar a qualidade de vida de seus funcionário deve estar disposta a ouvir sua equipe, dar possibilidade do indivíduo expor suas ideias e necessidades. A empresa deverá fazer um levantamento criterioso dos problemas que acometem a equipe como um todo, visualizando sua real existência e verificando suas incidências.

Uma vez realizado este reconhecimento da saúde geral dos trabalhadores, devem-se levantar os problemas mais comuns e fazer um estudo individualizado para descobrir de que forma estão ou não relacionados às rotinas de trabalho de cada um, sendo importante nesta fase o auxílio de profissionais preparados para esta compreensão.

Uma vez realizado todo este levantamento e análise, deve-se agir tentando eliminar os fatores de risco e caso isso não tenha sido possível, deve-se proteger os colaboradores dos riscos, muitas vezes adotando uso de EPI’s mais adequados, orientações de forma de trabalho e fomentando este indivíduo de recursos de proteção direcionada, e por último, após todas estas ações deve-se investir num mecanismo de defesa e preparo para a função, adaptando todo o posto e o indivíduo.

Portanto, a maneira mais eficaz de impedir o acidente é conhecer e controlar os riscos. Isso se faz com uma política de segurança e saúde dos trabalhadores que tenha por base a ação de profissionais especializados, antecipando, reconhecendo, avaliando e controlando todo o risco existente.

Até o próximo post.
Bons estudos!

Basicão para Técnico em Audiovisual - 1ª parte

Bom dia a todos que me acompanham através do meu blog.

Começarei hoje postando o basicão para aqueles que irão prestar concurso para o cargo de Técnico em Audiovisual. Espero que todos possam acompanhar, pois estou dividindo o conteúdo em partes.

Vamos começar?

Qual o significado da palavra audiovisual?

A palavra audiovisual é a junção das palavras áudio e visual que significa:
- ao todo pertencente ou relativamente ao uso simultâneo e/ou alternativo do visual e auditivo;
- ao todo tem características próprias para a captação e difusão através de imagens e sons.

O áudio,  o visual e o audiovisual estão assim indissociavelmente ligados à percepção sensorial áudio-ouvido; visual-visão; audiovisual-interação seria do ouvido/visão.

A palavra audiovisual pode designar duas "realidades", por vezes complementares, mas distintas:
a) Num sentido amplo, como mera justaposição de dois termos sem estabelecer qualquer relação entre eles. Considera-se o áudio e o visual como elementos autônomos que manifestam a sua presença numa grande variedade de meios de comunicação. 
Exemplo: a fotografia, o disco, o telefone, o cartaz, o cinema mudo.

b) Num sentido restrito, estabelece-se uma íntima relação entre os termos para originar um outro produto. A percepção simultânea de som e imagem vincula de tal maneira estes elementos que eles originam uma unidade expressiva, total e autônoma. 
Exemplo: cinema sonoro, televisão, algumas aplicações multimídia.

O audiovisual refere-se a toda a forma de comunicação sintética destinada a ser percebida ao mesmo tempo pelo olho e pelo ouvido. Esta linguagem está perfeitamente integrada no tempo e no espaço - o movimento acrescenta a dimensão temporal e se une ao som.

Este sistema de audiovisual pode subdividir-se em três grupos de signos: 
- Signos Audiovisuais: produzidos pela combinação de significantes percepcionados pelo ouvido e pela visão. As imagens e os sons constituem o significante. 
- Signos Visuais: produzidos por significantes captados pela visão: pictóricos, gráficos, imagens. 
- Signos Auditivos: produzidos por significantes apreendidos pelo ouvido. 

O que faz um profissional de audiovisual?
Este profissional é responsável por tudo que envolve um filme, um programa de rádio ou de televisão.

O que se aprende durante a sua formação?
Este profissional aprende a criar projetos, coordenar, dirigir, produzir, roteirizar, editar imagens ou som, cuidar da fotografia (definindo iluminação e ângulos) de um filme e até mesmo operar os aparelhos usados na produção.

Até o próximo post.
Bons estudos!

sábado, 9 de novembro de 2013

Lei nº 8112 em áudio - 5ª parte

 Bom dia a todos que me acompanham neste blog. 

A matéria de hoje será continuação do post Lei nº 8112 em áudio - 4ª parte.


Vamos começar?

Irei dividir a lei nº 8112 em artigos de 139 ao 161, clique aqui

Do artigo 162 ao artigo 184, clique aqui

Do artigo 185 ao artigo 207, clique aqui

Bons estudos!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Lei nº 8112 em áudio - 4ª parte

 Boa noite a todos que me acompanham neste blog. 

A matéria de hoje será continuação do post Lei nº 8112 em áudio - 3ª parte.


Vamos começar?

Irei dividir a lei nº 8112 em artigos de 70 ao 92, clique aqui

Do artigo 93 ao artigo 115, clique aqui

Do artigo 116 ao artigo 138, clique aqui

Bons estudos!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Lei nº 8112 em áudio - 3ª parte

 Boa noite a todos que me acompanham neste blog. 

A matéria de hoje será continuação do post Lei nº 8112 em áudio - 2ª parte.

Vamos começar?

Irei dividir a lei nº 8112 em artigos de 47 ao 69, clique aqui


 Direito de Petição
O servidor tem o direito de requerer aos Poderes Públicos seus direitos.
O requerimento deverá ser direcionado a autoridade competente e deverá ser encaminhado por intermédio de seu superior imediato.Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão. O pedido não pode ser renovado.
  
Prazos:
O requerimento e o pedido de reconsideração tem o prazo de 5 dias para ser despachado e decididos em até 30 dias. Caberá recurso sobre o indeferimento do pedido de reconsideração e das decisões dos recursos sucessivamente interpostos. Os recursos sempre será direcionado a autoridade superior de quem tomou a decisão. Em caso de provimento do pedido seus efeitos são retroativos à data do ato impugnado.
   
Prescrição:
O direito de requerer prescreve em 5 anos para os atos de demissão e de cassação de aposentadoria  ou disponibilidade ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes de relações de trabalho. Em 120 dias nos demais casos. O pedido de reconsideração e recurso interrompem o prazo prescricional.


Bons estudos!
Até a próxima.

sábado, 2 de novembro de 2013

Basicão de auxiliar bibliotecário - última parte

Boa tarde a todos que me acompanham neste blog!

O post de hoje é para finalizar o Basicão de auxiliar bibliotecário.

Vamos começar?

8. Controle bibliográfico ISBN

Criado em 1967 e oficializado como norma internacional em 1972, o ISBN – International Standard Book
Number – é um sistema que identifica numericamente os livros segundo o título, o autor, o país e a editora,
individualizando-os inclusive por edição.

O sistema é controlado pela Agência Internacional do ISBN, que orienta e delega poderes às agências nacionais.

No Brasil, a Fundação Biblioteca Nacional representa a Agência Brasileira desde 1978, com a função de atribuir o número de identificação aos livros editados no país.

A partir de 1º de janeiro de 2007, o ISBN passou de 10 para 13 dígitos, com a adoção do prefixo 978. O objetivo foi aumentar a capacidade do sistema, devido ao crescente número de publicações, com suas edições e formatos.
livros com edição de 2006 deverão ser editados com ISBN de 10 dígitos e também com de 13
dígitos (ambos deverão constar no verso da folha de rosto);
livros com edição de 2007 só poderão ser editados com ISBN de 13 dígitos.

Deve-se atribuir ISBN:
A cada edição de uma publicação;
A cada edição em idioma diferente de uma publicação;
A cada um dos volumes que integram uma obra em mais de um volume e também ao conjunto completo da
obra (coleção);
A toda reedição com mudança no conteúdo(texto) da obra;
A cada tipo de suporte, tipo de formato, tipo de acabamento e tipo de capa;
As reimpressões fac-similares;
As separatas (desde que apresentem títulos e paginação próprios);

OBS.:
A reimpressão pura e simples de um livro NÃO requer outro ISBN;
Mudança na cor da capa, formato de letras e correção ortográfica do texto da obra, NÃO requer outro ISBN.
As normas também estão disponíveis no Manual do Editor “A Atribuição do ISBN não implica no depósito legal automático da obra. Depois de ter o número do ISBN atribuído, um exemplar da obra publicada deve ser encaminhado para o Depósito Legal da Biblioteca Nacional.”
Uma vez atribuído a uma publicação, um ISBN nunca poderá ser reutilizado para identificar outra publicação.

Almanaque: publicação normalmente editada todos os anos/anualmente contendo uma grande variedade de
fatos de natureza heterogênea (efemeridade, anedotas, informações sobre festividades e feriados, informações estatísticas e as vezes um calendário em comum).

Ano de Publicação: indicação do ano, mês e dia, quando houver, quando a obra for publicada.

Anuário: publicação em série que é editada anualmente, em geral tem caráter estatístico, contém um resumo de atividades, informações diversassobre assuntos técnicos.

Autor(es): pessoa(s) física(s) responsável(eis) pela criação do conteúdo intelectual ou artístico de uma
publicação.

Autor(es) entidade(s): instituição(ões), organização(ões), empresa(s), comitê(s), comissão(ões), evento(s), entre outros, responsável(eis) por publicações em que não se dintingue autoria pessoal.

Co-Edição: edição entre duas ou mais editoras;

Copirraite (copyright): proteção legal que o autor ou responsável (pessoa física ou jurídica) tem sobre a sua produção intelectual, científica, técnica, cultural ou artísitica.

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação(CIP): conhecida como ficha catalográfica.É o registro das informações que identificam a publicação na sua situação atual, no verso da folha de rosto.

Edição: todos os exemplares produzidos a partir de um original ou matriz. Pertencem à mesma edição de uma publicação todas as sua impressões, reimpressões, tiragens etc, produzidas diretamente por outros métodos, sem modificações, independentemente do período decorrido desde a primeira publicação.

Editora: casa publicadora, pessoa(s) ou instituição(ões) responsável(eis) pela produção editorial de uma
publicação.

Editoração: conjunto de atividades funcionais de um editor, isto é: a seleção, programação, e comercialização dos originais.

Exemplar: cada unidade impressa de uma publicação;

Folha de Rosto: folha que contém os elementos essenciais à identificação da publicação, assim como: autor, título, subtítulo, edição, local, editora e data.

Miolo: conjunto de folhas, reunidas quase sempre em cadernos, que formam o corpo da publicação.

Organizador: pessoa física que reune em uma só obra, trabalho de outras pessoas.

Reedição: edição diferente da anterior, seja por modificações feitas no conteúdo, na forma ou na apresentação da publicação ou seja por mudança de editor. Cada reedição recebe um número de ordem: 2ª edição, 3ª edição etc.

Reimpressão: nova impressão da publicação, sem modificação no conteúdo ou na forma de apresentação
(exceto correções de erros de composição ou impressão), não constituindo nova edição.

Edição atualizada / edição revista: permanece o mesmo número de ISBN e também a mesma edição. 

Edição ampliada / edição aumentada: permanece o mesmo número de ISBN e será a mesma edição.
anuário: publicação anual destinada ao relato de assuntos, em diversos campos da atividade humana, no período de 12 meses ( é um periódico e recebe ISSN)

brochura: livro de papel mole

coletânea: conjunto selecionado de obras

capa dura: acoplagem de um papel fino, tecido, percaluz, couro sintético etc. em um cartão de maior gramatura (acima de 1250g/m2)

Apresentação do ISBN
O ISBN deve ser escrito ou impresso, precedido pela sigla ISBN, a cada segmento separado por hífen.
EX: ISBN 978-85-333-0946-5

Impressão do número do ISBN
No verso da folha de rosto
No pé da 4ª capa, do lado direito junto a lombada
Um ISBN é como o código postal de um livro. Tem 13 dígitos – antes de 2007 eram 10 – que precedem a sigla ISBN e pode ler-se na parte inferior da contracapa, junto ao código de barras, e na primeira página onde se referem todos os dados referentes aos direitos de autor. Estes dígitos dividem-se em cinco grupos separados através de espaços ou hífenes – o manual de ISBN recomenda o uso de hífens.
1ª Parte – Group Country Identifier: Diz respeito ao país de origem do livro;
2ª Parte – Publisher Identifier: Código identificativo do editor do livro;
3ª Parte – Title Identifier: Código identificativo do título do livro ou da edição
4ª Parte – Check Digit: Dígito de validação.

O primeiro grupo corresponde ao prefixo Bookland que se representa nos livros como 978. O segundo grupo corresponde ao identificador do país, área geográfica ou linguística – a Portugal corresponde o número 972. O terceiro grupo é o prefixo editorial e é um número atribuído pela agência responsável pela gestão do ISBN num determinado país ou área territorial. O identificador do título é o grupo seguinte, e a sua função consiste em determinar um número para uma edição específica de cada publicação. O último grupo é o dígito de controlo, um número que surge através de uma operação matemática e que garante a individualização perfeita de cada ISBN.
Se escolheres um ISBN do Bubok para o seu livro, terá o prefixo editorial do Bubok.
Se preferir tratar por si do ISBN, a Agência de ISBN irá atribuir-lhe um ISBN de auto-edição.
NBRISO2108: Informação e documentação – Número Padrão Internacional de Livro (ISBN)

9. Controle bibliográfico ISSN
O ISSN – Número Internacional Normalizado para Publicações Seriadas (International Standard Serial
Number) é o identificador aceito internacionalmente para individualizar o título de uma publicação seriada,
tornando-o único e definitivo. Seu uso é definido pela norma técnica internacional da International Standards
Organization ISO 3297.
O ISSN é operacionalizado por uma rede internacional, e no Brasil o Instituto Brasileiro de Informação em
Ciência e Tecnologia – IBICT atua como Centro Nacional dessa rede.
O ISSN identifica o título de uma publicação seriada em circulação, futura (pré-publicação) e encerrada, em
qualquer idioma ou suporte físico utilizado (impresso, online, CD-ROM etc).
O ISSN é composto por oito dígitos, incluindo o dígito verificador, e é representado em dois grupos de quatro dígitos cada um, ligados por hífen, precedido sempre por um espaço e a sigla ISSN.
Exemplo: ISSN 1018-4783.
O editor interessado no registro de suas publicações seriadas, poderá obter o formulário e instruções de
solicitação do ISSN nesta home page, ou solicitá-los ao Centro Brasileiro do ISSN, IBICT.
Os editores não são legalmente obrigados a ter um ISSN mas há muitas vantagens em se ter um ISSN para suas publicações seriadas.
Como o sistema do ISSN é internacional e cada ISSN é único, um ISSN pode identificar uma publicação
seriada independentemente de seu idioma ou país de origem fazendo a distinção entre publicações seriadas com o mesmo nome ou títulos semelhantes.
O ISSN é usado onde a informação sobre publicações seriadas necessita ser registrada e comunicada com
precisão (ordens de compra, pesquisas em base de dados, etc.).
O ISSN proporciona um método eficiente e econômico de comunicação entre editores, fornecedores e
compradores de publicações seriadas. Proporciona, também, um ponto de acesso útil aos catálogos de editores, diretórios comerciais, inventários automatizados, bibliografias, etc.
O ISSN é amplamente usado em bases de dados automatizadas na organização, recuperação e transmissão de dados sobre publicações seriadas.
O ISSN é amplamente usado por bibliotecas para identificar, ordenar e processar títulos de publicações
seriadas.
Publicações que têm ISSN fazem parte dos registros de publicações seriadas mantido pelo Centro Internacional
do ISSN, em Paris.

O que é uma publicação seriada?
É uma publicação editada em partes sucessivas que pretende ser continuada indefinidamente.
Cada edição de uma publicação seriada tem uma designação numérica e/ou designação cronológica (volume, número e ano de publicação) distinguindo cada uma das edições individuais da publicação, com intenção de ser continuada indefinidamente.
Podem ser publicados em qualquer mídia (impresso, CD-ROM, via internet, etc.). Se uma publicação seriada for editada em mais de uma mídia, um ISSN é requerido para cada formato em que a publicação é editada.

Quais são os tipos de publicações seriadas?
Publicações seriadas incluem periódicos, magazines, jornais, anuários, (tais como livros do ano, relatórios
anuais e diretórios, etc.) memórias, anais de congressos, publicações de sociedades e séries monográficas.
Para periódicos impressos o local do ISSN é na capa ao alto no canto direito
Para periódicos online deve aparecer na primeira tela da revista, ao alto no canto direito.
Para periódicos em CD-ROM deve aparecer na capa e no rótulo ao alto no canto direito, além da tela de
apresentação.
O ISSN (International Standard Serial Number), Número Internacional Normalizado para Publicações Seriadas (português brasileiro) ou Número Internacional Normalizado das Publicações em Série (português europeu), é o identificador de publicações seriadas aceito internacionalmente. Seu uso é definido pela norma técnica ISO 3297:2007 – Information and documentation – International standard serial number (ISSN).
10. Circulação do material bibliográfico: empréstimo, devolução, consulta, etc.
Circulação do material bibliográfico entende-se como a circulação do acervo da biblioteca entre a sua
comunidade. Essa circulação se dá através do empréstimo de livros aos indivíduos da comunidade, com tempo estipulado para ser devolvido para que outros possam tomá-lo emprestado. Existe uma sequência lógica aqui.

1 – O usuário irá fazer uma consulta ao catálogo da biblioteca. As bibliotecas universitárias, quase sempre,
possuem um sistema de bibliotecas para gestão de seus catálogos, e oferecem um catálogo em linha (OPAC).

2 – Após encontrar o livro na base, o usuário irá verificar se o livro está disponível para empréstimo. Se o livro estiver disponível, o usuário irá localizá-lo nas estantes para realizar o empréstimo (caso o acervo da biblioteca seja fechado, ou seja, sem acesso para os usuários, o livro deverá ser solicitado no balcão). Se o livro não estiver disponível o usuário deve identificar a razão. Se o livro não puder ser emprestado, pode ser feita uma consulta local. Se o livro estiver passando por reparos, o usuário deverá retornar em outro momento. Se o livro estiver emprestado, o usuário poderá fazer uma reserva do livro.

3 – Com o empréstimo realizado, o usuário deverá ficar atento ao prazo para devolução. Ao fim do prazo, caso o usuário queira permanecer com o livro, deverá consultar o sistema para saber se há reservas. Se houver reservas, deverá devolver o livro. Caso não hajam reservas, o usuário poderá renovar o empréstimo e permanecer com o livro.
É importante saber que existem diferentes prazos de empréstimo a depender do material a ser emprestado
(livros com grande rotatividade geralmente tem menor prazo de empréstimo), e do tipo de usuário (professores e alunos de pós-graduação normalmente tem um prazo maior do que alunos de graduação, por exemplo).
Também vale lembrar que é bastante comum a aplicação de multas diárias para os atrados na devolução e, em muitos casos, a multa é mais alta para livros que estão com reservas.

7. Registro de Periódicos: KARDEX
Ficha Kardex é uma ficha de registro de periódicos. É usada para registrar cada periódico e exemplar que entra na biblioteca. Periódicos são publicações seriadas (em série). Possuem esse nome pois obedecem a uma periodicidade (período de tempo) qualquer. Podem ser diários (como os jornais de grande circulação),
semanais, quinzenais, mensais, bimestrais, trimestrais, quadrimestrais, semestrais, anuais, bianuais, e assim por diante. Curiosidade: periódicos de países com estações do ano bem definidas costumam ser trimestrais e trazem a estação e não os meses.
As publicações seriadas acadêmicas, que são mais utilizadas em bibliotecas universitárias (também chamadas de bibliotecas acadêmicas), apresentam em geral periodicidade de mensal em diante. Ao final de um ano, elas mudam o número do ano ou volume, que indicam quase sempre o tempo de existência da publicação. Por exemplo, Revista Ciência da Informação, vol. 1, número 3.
O Kardex é muito importante para que sejam identificadas lacunas na coleção (exemplares que não foram
recebidos pela biblioteca) e também duplicatas recebidas.






Bons estudos a todos!
Até a próxima.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Lei nº 8112 em áudio - 2ª parte

 Boa noite a todos que me acompanham neste blog. 

A matéria de hoje será continuação do post Lei nº 8112 em áudio - 2ª parte.
Vamos começar?

Irei dividir a lei nº 8112 em artigos de 24 ao 46, clique aqui


Pequeno resumo

DEFINIÇÃO DE VACÂNCIA
É declarado vago o cargo do servidor por motivo de exoneração, demissão, promoção, readaptação, aposentadoria, falecimento ou posse em outro cargo inacumulável.

REQUISITOS BÁSICOS
Ser servidor público e nos casos de posse em cargo inacumulável, ter sido aprovado em concurso público e nomeado.

PROCEDIMENTOS
Para vacância por posse em outro cargo inacumulável deverá ser providenciado requerimento do interessado dirigido à SARH, anexa ndo a documentação que comprova sua nomeação em outro órgão público e declaração de bens com valores.

INFORMAÇÕES GERAIS
1. Havendo a inabilitação do servidor no estágio probatório para outro cargo, o mesmo deverá ser reconduzido para o que ocupava anteriormente e no qual possuía estabilidade. À Administração, diante da Vacância do cargo, caberá decidir dentro dos critérios de conveniência, a destinação da vaga. (Art. 20, § 2º e Art. 29 da Lei nº 8.112/90)

2. O servidor exonerado, ou deixando vago o cargo por posse em outro órgão, terá direito a:
a) gratificação natalina na proporção de 1/12 por mês de exercício ou fração igual ou superior a 15 (quinze) dias, calculada com base na remuneração do cargo no mês depublicação do ato de exoneração, compensada a importância recebida a título de adiantamento. (Art. 63 da Lei nº 8.112/90)
b) indenização relativa ao período de férias a que tiver direito e ao período incompleto, na
proporção de 1/12 por mês de efetivo exercício ou fração superior a 14 (quatorze) dias,
calculada com base na remuneração do cargo no mês de publicação do ato exoneratório.
(Art. 78, § 3º da Lei nº 8.112/90)

FUNDAMENTO LEGAL
1. Arts. 20, § 2º, 33, 63 e 78, § 3º da Lei n.º 8.112/90.


REMOÇÃO

Observa-se que referido dispositivo legal prevê três modalidades de remoção: 
- ex officio, no interesse da Administração Pública; 
- mediante requerimento do servidor público interessado, a critério da Administração Pública; 
- mediante requerimento do servidor publico interessado, independentemente do interesse da Administração, por motivo de saúde do servidor ou de seus dependentes, para acompanhamento de cônjuge ou em virtude de processo seletivo.

A forma usual de remoção é aquela prevista na alínea c do inciso III do art. 36 da Lei nº 8.112/90 que ocorre mediante processo seletivo promovido pela Administração, quando o número de servidores públicos interessados superam o número de vagas definidas e o seu processamento ocorre de acordo com o regulamento preestabelecido pelo órgão a que estiver lotado o servidor. Essa hipótese de remoção ocorre independentemente do interesse da Administração, conforme dispõe o inciso III, in fine, do art. 36 da Lei nº 8.112/90.

Dessa forma, resta saber se o servidor público casado ou em união estável com outro servidor público removido, independente do interesse da Administração Pública, em virtude de processo seletivo promovido, faz jus à remoção para acompanhamento do cônjuge de que trata a alínea a do inciso III do art. 36 da Lei nº 8.112/90.

Até o próximo post.
Bons estudos.

Basicão de auxiliar bibliotecário - 3ª parte

Boa noite a todos que me acompanham neste blog!
A matéria de hoje será continuação do post Basicão de auxiliar bibliotecário para o cargo de auxiliar bibliotecário.
Vamos começar?

5. Armazenagem da documentação, preservação do acervo

Os livros são guardados nas estantes de acordo com sua classificação, no que se chama de ordem relativa. Ou seja, a ordem do livro é relativa ao seu assunto. É preciso atentar para a correta ordem de arquivamento do sistema decimal utilizado pela biblioteca.
Além da ordem relativa, existe a ordem fixa, ou sistema de localização fixa. Se diz fixa pois cada livro tem o seu lugar garantido e preservado na estante. Tipo – Corredor X, Estante 3, Prateleira 4, Posição 7 (este é apenas um exemplo ilustrativo). Quando o livro é retirado do seu local, é colocado um objeto para guardar o seu lugar.
Esse objeto é chamado de “fantasma”. Outro ponto importante sobre localização fixa é que, em geral, as bibliotecas que a utilizam trabalham com os acervos fechados ao público. Apenas os funcionários é que tem acesso ao acervo. Faz sentido pois para um usuário interessado em um assunto específico é muito mais difícil achar livros daquele assunto, pois os livros estão agrupados pelo acaso e não pelo assunto.

Preservação do acervo são os cuidados tomados para que os livros tenham longa vida. Evitar comida na biblioteca é um dos mais importantes. Outro ponto importante é manusear os livros com cuidado. Retirar o livro da estante com a o polegar e o indicador e não puxando pela lombada. Entre outros.

6. Catálogos: tipos e referências
Catálogo é o local onde estão ordenadas as fichas catalográficas. Se for automatizado, então existirá apenas um.
Se for manual, existirá vários, cada um com um tipo de entrada diferente.
Existem dois tipos de catálogo manual: os do público, ou externos, e os auxiliares, ou internos. Os primeiros, como o nome indica, servem para o uso dos usuários da bibliotecas. Os segundos, para fins de uso interno pelo pessoal da biblioteca.
Em geral, ainda hoje, é possível encontrar nas bibliotecas três tipos de catálogo externo. De nome de autor, de título e de assunto. O catálogo de autor também pode ser chamado de catálogo onomástico. O de título, de catálogo didascálico. E o de assunto, catálogo ideográfico.

Esses catálogos podem ser organizados:
• Alfabeticamente
• Como um todo, com todas as entradas (autor, título e assunto) em um único catálogo, chamado de catálogo dicionário.
• Com três catálogos diferentes, um para cada tipo de entrada.

Ou podem ser organizados sistematicamente, com as entradas organizadas pelo número de classificação.

Já os catálogos internos podem ser:
• De identidade, organizado pelos nomes dos autores e entidades.
• De assuntos, organizado pelos assuntos dos livros.
• Catálogo de número de classificação
• Catálogo de séries e títulos uniformes
• Catálogo decisório, que organiza as decisões tomadas pela biblioteca concernentes à catalogação.
• Catálogo topográfico, que é o catálogo utilizado para fins de inventário da biblioteca, pois é organizado pela número de chamada dos livros.
• Catálogo oficial, que é uma réplica dos catálogos externos, mas inclui apenas o ponto de acesso principal.
• Catálogo de registro, para fins de controle do patrimônio da biblioteca. Atualmente, a maioria das bibliotecas utiliza o livro de tombo para isso.

7. Serviços aos usuários
Serviços aos usuários são os serviços prestados pela bibliotecas às pessoas que usam a biblioteca, os usuários.
Os usuários são basicamente de 2 tipos: os reais, que efetivamente usam a biblioteca e seus serviços; e os potenciais, que podem vir a usar a biblioteca. Cabe a biblioteca atender as demandas tanto dos usuários reais quanto dos potenciais. Para isso, ela oferece vários serviços, a saber.

7.1 Treinamento, orientação e consulta: Quando o usuário chega à biblioteca, principalmente aqui no Brasil, é um alumbramento, um espanto. Ainda tem muita gente, mesmo em cidades grandes, que nunca foi em uma biblioteca. Por isso, a maior parte da atenção de treinamento, orientação e consulta é voltada para ensinar essas pessoas a utilizar os recursos e serviços da biblioteca da forma mais completa possível. Isso vai desde de ensinar como encontrar um dicionário na organização das estantes da biblioteca até ensinar como fazer uma busca por ordem alfabética de uma palavra em um dicionário.
Bibliotecas universitárias se deparam com a necessidade constante de treinar e orientar os usuários,
especialmente os calouros (muitos dos quais estão indo pela primeira vez em uma biblioteca na universidade), no uso do sistema de gerenciamento de livros (como fazer uma busca por título, por autor, por assunto, como identificar a data, como saber se o livro está disponível, etc.) e depois de encontrar o livro no sistema, como encontrá-lo nas estantes.
É comum as bibliotecas oferecerem visitas guiadas, para uma ambientação inicial com os novos alunos.
Nas bibliotecas que não possuem sistemas informatizados, o treinamento para o uso do catálogo é essencial.

7.2 referência (ou serviço de referência): é o intermediário entre o acervo e o usuário. O usuário quando se depara com a biblioteca precisa de referência, por isso esse nome. (Para alguns autores, e eu concordo com essa linha de pensamento, todos os serviços voltados para os usuários estão dentro do serviço de referência. Mas isso é apenas a minha visão.) Afinal de contas, como encontrar a informação que você quer diante de um mundo de documentos? É preciso de ajuda.

O serviço de referência tem por base a 4ª lei de Ranganathan, e aproveito para colocar todas aqui:
1 – Os livros são para usar
2 – A cada leitor o seu livro
3 – A cada livro o seu leitor
4 – Poupe o tempo do leitor
5 – A biblioteca é um organismo em crescimento

Por poupar o tempo do leitor, entende-se se esforçar para que o tempo entre a solicitação do usuário ao sistema e a sua resposta seja mínimo. Para tanto, as bibliotecas cada vez mais investem em sistemas automatizados, por um lado, e em treinamento de pessoal, por outro.
O serviço de referência também pode ser feito à distância. O que dá mais comodidade ao usuário. Em geral, as bibliotecas oferecem telefone, para receber críticas e sugestões e tirar dúvidas, e e-mail ou formulários web para solicitações mais detalhadas. Neste caso, pode ser chamado de serviço de referência virtual ou digital.
Serviço de referência é o serviço responsável pelo atendimento do usuário na biblioteca. É, de forma simples, a ponte entre o acervo informacional da biblioteca e o usuário que pretende encontrar alguma informação ali. O primeiro trabalho sobre serviço de referência data de 1876, nos EUA. A origem do Serviço de Referência está diretamente ligada à urbanização e à industrialização, que fez com que as grandes cidades recebessem pessoas sem o mesmo grau de cultura e letramento daquelas que frequentavem bibliotecas até então. Isso fez com que os bibliotecários passassem a se preocupar em como atender melhor pessoas que muitas vezes sequer sabiam ler.

Dennis Grogan, um dos principais autores sobre o tema, coloca 8 etapas para o processo de referência, a saber:
O problema: o processo é iniciado com um problema que atrai a atenção de um usuário;
A necessidade de informação: explicitação do problema pelo usuário, seja por necessidade de conhecer e compreender, seja por curiosidade ou qualquer outro motivo;
A questão inicial: o usuário formula a questão e solicita auxílio do bibliotecário; inicia-se o processo de referencia, que compreende duas fases: a análise do problema e a localização das respostas às questões;(grifo nosso) 
A questão negociada: o bibliotecário solicita esclarecimentos sobre a questão inicial para atender
satisfatoriamente a necessidade do usuário;
A estratégia de busca: o bibliotecário analisa minuciosamente a questão, identificando seus conceitos e suas relações, para traduzi-la em um enunciado de busca apropriado à linguagem de acesso ao acervo de informações; a seguir, são escolhidos os vários caminhos possíveis para o acesso às fontes especificas para responder a questão apresentada.
O processo de busca: estabelecimento de estratégias flexíveis que comportem mudança de curso para otimizar a busca;
A resposta: para a maioria dos casos será encontrada uma resposta, porém isso não constitui o fim do processo, pois a resposta encontrada pode não ser a esperada;
A solução: o bibliotecário e o usuário devem avaliar se o resultado obtido é suficiente para finalizar o processo de busca.

7.3 Clipping (ou clipagem): É uma atividade que consiste em fazer leituras de jornais, revistas e periódicos em geral a fim de selecionar matérias de interesse para a instituição ou para os usuários individualmente.

7.4 Pesquisas e levantamentos bibliográficos: É uma das atribuições mais importantes da biblioteca e, mais nas bibliotecas especializadas, constitui boa parte das solicitações. Consiste em executar pesquisas para os usuários sobre temas específicos nas fontes de informação disponíveis às bibliotecas. Levantamento bibliográfico é um sinônimo para “o que tem sobre determinado assunto” ou “o que tem de determinado autor” na biblioteca. Isso é muito comum. O que tem sobre história do Brasil? Então será feito um levantamento bibliográfico a fim de identificar a bibliografia disponível na biblioteca sobre o tema, incluindo não apenas livros, mas artigos de periódicos e demais documentos.

7.5 DSI (disseminação seletiva da informação): É o serviço que leva a informação ao usuário, ou seja, dissemina a informação selecionada para a pessoa que precisa/deseja receber a informação.
Em geral, o usuário tem um cadastro na biblioteca em que indica seus interesses, e a biblioteca envia informações selecionadas para ele.

7.6 Empréstimo(Circulação): É o serviço de circulação dos exemplares (documentos) do acervo. Em geral, toda biblioteca tem um balcão de empréstimo/devolução, com sistema automatizado ou não, em que o usuário leva o livro que quer levar, preenche as informações necessárias, e leva o livro para casa durante o período permitido de empréstimo. Caso o usuário deseja ficar mais tempo com o livro, poderá renová-lo caso não esteja reservado, no caso de sistemas automatizados é possível fazer isso sem ir presencialmente na biblioteca.
E caso o usuário queira pegar um livro que está emprestado, poderá fazer a reserva do livro. Também aqui, em caso de sistema automatizado, a reserva pode ser feita pelo próprio sistema.

No próximo post será sobre Controle bibliográfico ISBN, Controle bibliográfico ISSN e Circulação do material bibliográfico.
Bons estudos!